Os primeiros passos no Infantário
Relembramos que nestes primeiros dias de escola, está a decorrer o período de adaptação. 
Vamos então fazer uma breve análise à reacção dos vossos filhos/as a esta primeira semana na nossa escolinha.
Começaremos por “visitar” os berçários I e II (bebés nascidos durante o ano de 2008).
Os nossos bebés, estão a reagir de forma tranquila e receptiva aos novos elementos da sala (educadora e auxiliares), bem como ao novo espaço físico. Confirmando, deste modo, estudos realizados por vários teóricos acerca do desenvolvimento cognitivo infantil, que afirmam que a primeira crise de angústia de separação do bebé acontece aproximadamente por volta dos sete meses de vida.

Relativamente à adaptação das nossas crianças no berçário III, sala de transição, sala dos 3, 4 e 5 anos, temos registado em algumas crianças uma maior “resistência”. O que é perfeitamente normal, atendendo ao nível etário em que se encontram.
A “resistência” à mudança, significa apenas que os vossos filhos já se encontram num nível de desenvolvimento maturacional mais elevado e ao identificar pontos de referência pessoais e espaciais distintos dos habituais, reagem de forma “defensiva”. 
 Não se esqueça que toda a mudança apesar de pressupor algum sofrimento é inevitável e é fonte de crescimento pessoal.
A função da escola não é substituir a família, mas servir de complemento à mesma, ajudando a contribuir para o desenvolvimento Psíco-Afectivo; Motor e Cognitivo das suas crianças.
Queridos pais, sabemos que este processo poderá traduzir momentos de ansiedade e agitação, ninguém gosta de ver uma criança chorar, muito menos os nossos filhos.
Mas a nossa equipa de profissionais está cá, precisamente para proporcionar aos vossos filhos, muita segurança, amor, afecto, que os ajudará a ultrapassar melhor esta fase.
Pedimos a colaboração dos papás durante o período de adaptação, no sentido de dar o tempo e espaço suficiente, para que este crescimento interno dos vossos filhos aconteça da forma mais “saudável” possível, por isso e para facilitar, relembramos algumas sugestões que foram transmitidas durante a nossa  reunião geral:
Nos primeiros dias, tente levá-lo/a e buscá-lo/a pessoalmente;
Evite pressas que podem provocar “stress” e ofereça-lhe a tranquilidade da sua companhia;
Evite deixá-lo/a o dia todo na escola;
Se o seu filho/a tiver algum objecto transitivo, (como um brinquedo, um boneco ou uma fralda) deve levá-lo para o infantário;
Não prolongue as despedidas nem faça delas um drama;
Chorar na despedida não significa que vá passar o dia a chorar. É um passo normal no processo de adaptação;
Quando o/a for buscar ao infantário, pergunte-lhe o que fez durante o dia;
Tente realizar em casa, com serenidade, actividades realizadas no infantário: canções, desenhos, jogos e regras;
Passe mensagem de confiança, dizendo-lhe que a escola é positiva;
É importante falar, na presença da criança, com a pessoa que vai cuidar dela, com o objectivo de assegurar a confiança.
Para terminar, Citaremos Pedro Strecht, (Pedopsiquiatra) “As crianças com vinculações seguras estão naturalmente mais aptas a gostar de ir à escola, aprender, brincar; (…) crianças e adultos emocionalmente mais seguros serão sempre mais felizes e farão os outros mais felizes.”