| Tal como Ela... |
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Com um grande beijinho da Susana para todas as crianças que já passaram pelo Pimpão e para as que ainda cá estão
Estava um lindo dia de sol e a Maria radiante saltitava pelo jardim. De vez em quando parava e enrolando o corpito dava uma, duas, três cambalhotas de seguida. Depois estendia-se no chão de barriga para cima e olhava o céu azul, pincelado de nuvens. Gostava imenso de inventar historias e dava nome a cada uma delas: A Dª Cereja era a nuvem mãe. A Esconde-esconde era a vizinha “grande” que passava a vida dentro de casa. A senhora borboleta era ela própria, e, então… voava, voava… Outras vezes permanecia quase imóvel e ficava horas a olhar o vaivém das formiguinhas. Admirava-as muito, porque eram todas muito trabalhadoras e amigas e sempre que se encontravam davam um beijinho. Muitas vezes adormecia com o canto do rouxinol e sonhava. Sonhava sempre colorido. Quando acordava adorava tirar as meias e meter os pés dentro do riacho. A água gelada dava-lhe um inicio de arrepio. Depois, batia-os com muita força e ficava encantada a olhar o salpicar da espuma da água. Trepava as figueiras e enchia uma mão desses deliciosos frutos. Antes de come-los abria-os sempre. Até quando tinham bicho imaginava uma historia para cada um deles. Depois voltava a colocá-los com muito jeitinho em cima da relva para que continuassem a sua própria história. Tal como ela…
(Susana Abreu) |

